Líderes mundiais reagiram com cautela ao anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de implementar “tarifas recíprocas” sobre produtos que entram no mercado americano. Trump afirmou que as tarifas seriam metade das cobradas por outros países, além de uma alíquota mínima de 10% aos seus parceiros comerciais, incluindo o Brasil. Embora muitos governantes lamentassem a decisão dos EUA, a maioria rejeitou a ideia de iniciar uma guerra comercial.

O secretário de Comércio do Reino Unido, Jonathan Reynolds, sugeriu que a resposta de Londres deve ser calma e focada em um acordo para minimizar o impacto da decisão de Trump, afirmando que há várias ferramentas à disposição do Reino Unido, sem descartar ações futuras. O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, criticou a decisão de Trump, afirmando que isso não é um ato de amizade, mas que seu país não tomará medidas recíprocas, pois acredita que os americanos sofrerão as consequências dessas tarifas.

O ministro do Comércio da Irlanda, Simon Harris, disse que a União Europeia e a Irlanda estão dispostas a encontrar uma solução negociada com os EUA, defendendo que o diálogo é o melhor caminho. Por outro lado, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, destacou que o país protegerá suas empresas e trabalhadores, mantendo-se comprometido com um mundo aberto. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, prometeu trabalhar em prol de um acordo com os EUA para evitar uma guerra comercial que poderia prejudicar o Ocidente.

O primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, reiterou que não deseja barreiras comerciais crescentes e que o objetivo é restaurar o comércio e a cooperação com os EUA. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, já havia expressado a necessidade de um plano forte para retaliar as tarifas dos EUA, mas enfatizou que o ideal é buscar uma solução negociada, garantindo a proteção dos interesses europeus. Os EUA anunciaram uma tarifa de 20% sobre produtos europeus.