Unidade da FAS ganha nova sede para qualificar atendimento a adolescentes acolhidas

A unidade passou a funcionar em um imóvel maior e mais adequado às necessidades das adolescentes, que são acolhidas pelo município por medida protetiva determinada pela Justiça

Unidade da FAS ganha nova sede para qualificar atendimento a adolescentes acolhidas
As adolescentes acolhidas na Casa V, unidade própria da Fundação de Ação Social (FAS) e que passa a se chamar Casa Aurora, começaram nesta sexta-feira (7/8) uma nova etapa da vida em um espaço mais amplo, confortável e adequado às necessidades do serviço. A unidade, que atende meninas de 12 a 18 anos incompletos afastadas do convívio familiar por medida de proteção determinada pela Justiça, passou a funcionar em outra residência, no mesmo bairro, que recebeu adequações para oferecer melhores condições de atendimento.

A mudança teve como principal objetivo qualificar o serviço prestado. A estrutura do imóvel anterior permitia o atendimento de até 18 adolescentes, conforme as orientações técnicas do Serviço de Acolhimento Institucional. Com a nova residência, foi possível ampliar a oferta para 20 vagas sem abrir mão da qualidade do atendimento.

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O presidente da FAS, Renan de Oliveira Rodrigues, disse que a FAS deseja que a nova casa seja um local de esperança para as meninas acolhidas. “Que aqui a dor encontre acolhimento. E que crianças que um dia tiveram direitos violados descubram que ainda existem pessoas dispostas a amá-las, protegê-las e acreditar nelas”, afirmou.

“Não estamos entregando apenas uma edificação nova, mas sim a prova de que sempre existe a possibilidade de um recomeço”, disse o presidente da FAS.

Privacidade e conforto
O novo espaço conta com ambientes mais amplos que oferecem melhores condições de convivência, mais privacidade para as adolescentes e conforto para a rotina da unidade. A residência também possui áreas mais adequadas para atividades socioeducativas, estudos e momentos de lazer, além de oferecer melhores condições de acessibilidade, segurança e funcionalidade para acolhidas e profissionais.

“Com a mudança essa unidade passa a oferecer um local ainda mais acolhedor, o que contribui para o desenvolvimento, a proteção e o fortalecimento dos vínculos das meninas durante o período em que permanecem na unidade”, disse a supervisora da FAS na regional onde a casa está instalada, Lidiane Oliveira Bonamigo de Sousa, ao lado da coordenadora da Casa Aurora, Sandra da Silva.

Emoção e lágrimas
A chegada à Casa Aurora foi um momento de muita emoção para as meninas acolhidas, que não sabiam onde iriam morar. Em fila, elas entraram na casa, atentas a cada detalhe. Muitas se emocionaram e choraram, como as amigas Eliane, de 15 anos, e Roberta, de 14. Por estarem em acolhimento, os nomes são fictícios.

Abraçada à amiga, Eliane disse que achou tudo lindo. “Não parece um acolhimento, parece uma casa, cheia de conforto. A gente não tinha tudo isso”, comentou.

Chorando de felicidade, segundo ela, Roberta completou: “Isso é um ‘sonho de consumo’, ter um espaço só pra nós, para nossa privacidade, vai ser uma delícia”, disse.

Rede fortalecida
A Casa Aurora faz parte da rede própria de acolhimento para crianças e adolescentes da Prefeitura de Curitiba, formada por oito unidades administradas pela FAS. Dessas, cinco atendem meninos e três acolhem meninas. Com a ampliação da Casa V, a rede própria passa a contar com 157 vagas destinadas ao acolhimento desse público.

Além das unidades próprias, a FAS oferece acolhimento para crianças e adolescentes em parceria com 14 Organizações da Sociedade Civil (OSCs), que integram a Rede de Instituições de Acolhimento de Curitiba e Região Metropolitana (RIA). Atualmente, essas instituições oferecem 425 vagas.

Somadas, as unidades próprias e as organizações parceiras passam a oferecer 602 vagas para crianças e adolescentes que precisam ser acolhidas pelo município.

Presenças
Participaram da entrega da nova sede a administradora da Regional Boqueirão, Maria Rassy, a superintendente da FAS, Melissa Cristina Alves Ferreira, o diretores de Proteção Social Especial, Jefferson Portugal Marchiorato.