Ato em Curitiba e no interior do estado cobra o fim da pressão por metas, do uso obrigatório de plataformas e do assédio nas escolas da rede estadual

Professores e professoras da rede pública do Paraná realizaram, na manhã desta quinta-feira (12), atos públicos em todo o estado para denunciar situações de assédio moral e condições que têm levado ao adoecimento da categoria. A mobilização marca o Dia de Mobilização pelo Fim do Assédio e da Política de Adoecimento da Seed. Além disso, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) divulga a campanha “Meu Trabalho Tem Valor, Minha Vida Não Tem Preço: Chega da Política de Adoecimento e Assédio nas Escolas”.

Nos últimos dias, a morte de duas professoras enquanto estavam em serviço acendeu ainda mais o alerta sobre a gravidade da situação nas escolas estaduais. Silvaneide Monteiro Andrade, de 56 anos, morreu após um mal súbito durante uma reunião no Colégio Cívico-Militar Jayme Canet, no Xaxim. Já Rosane Maria Bobato passou mal e morreu em sala de aula no Colégio Estadual Santa Gemma Galgani, no Abranches, ambos em Curitiba. A APP-Sindicato alerta que a intensificação de cobranças por metas, o uso compulsório de plataformas digitais e a sobrecarga de trabalho têm gerado um clima de pressão, assédio e punição nas escolas estaduais. “Nós queremos o fim do adoecimento da nossa categoria e o fim dos assédios que têm ocorrido nas nossas escolas. Pedimos que pare a obrigatoriedade de interação nas plataformas educacionais, que a gente não tenha meta de uso, que possamos decidir pedagogicamente o momento correto de usar e se vamos usar” afirmou Walkiria Mazeto, presidenta da APP-Sindicato. Funcionário de CMEI em São José dos Pinhais é alvo de denúncia de abuso contra criança de 5 anos Ainda de acordo com Walkiria, há cobranças constantes de tutores e embaixadores para cumprimento de metas consideradas inatingíveis. “Essas metas têm sido assediosas e adoecedoras. Queremos poder dar aula sem pressão, sem ter que registrar presença de estudante que não está em sala de aula, apenas para atingir os 85% de frequência diária. Queremos paras de alterar notas de alunos para bater metas de desempenho. Queremos ter paz para poder trabalhar” complementou. Entre as reivindicações da campanha estão: 1 – Plataforma Zero: Fim da obrigatoriedade das plataformas; 2 – Fim dos assédios pelos NREs, embaixadores e tutores; 3 – Fim das metas e do Power BI; 4 – Fim das punições por causa da apresentação de atestados médicos; 5 – Fim de obrigação de dar presença aos estudantes faltantes; 6 – Fim das provas de treinamento; 7 – Fim da fraude do Ideb; 8 – Fim das aprovações sem conhecimento e 9 – Fim das privatizações e terceirizações Iniciativas A reportagem da Banda B entrou em contato com a Seed-PR. Em nota, a secretaria informou: “A Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) recebeu nesta quinta-feira (12) representantes do sindicato dos professores e reforçou o compromisso com o diálogo e a valorização da carreira. A pasta apresentou na semana passada iniciativas para reforçar o Programa Bem Cuidar, que desde 2022 já garantiu mais de 40 mil atendimentos gratuitos nas áreas de psicologia, psiquiatria, nutrição e educação física. Ele será reforçado com um canal 0800 para atendimentos emergenciais, sem necessidade de agendamento, e incentivo à realização de exames de rotina, o que contempla inclusive professores contratados por PSS.”

 

Banda BBanda B

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