por: Wanderley Vieira - Curitiba(PR)

Data: 05/02/2016 às 11h55min - Atualizada em 14/10/2016 às 08h04min
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O Sitio Cercado vive uma situação preocupante no que diz respeito a segurança. Os comerciantes estão assustados sem saber o que fazer, alguns se protegem do jeito que podem outros contam com a própria sorte. A sociedade está presa entre grades, enquanto a bandidagem comemora essa insegurança toda.



Recentemente um de nossos colaboradores foi assaltado em seu estabelecimento comercial e na reação levou um tiro no abdome, ficou internado por alguns meses, fez cirurgia e voltou ao mercado de trabalho, porem as sequelas não desapareceram, hoje traumatizado e assustado tenta retomar sua rotina. O pequeno comerciante contabilizou os prejuízos e depois de ser assaltado várias vezes resolveu colocar grades em sua pequena loja de celulares, usou modelo já adotado por outros estabelecimentos no bairro e agora é mais um que atende seus clientes atrás das grades.  



Os assaltos e crimes no bairro são constantes, seria impossível relatar todos eles neste pequeno espaço que temos, mesmo que utilizássemos todas as páginas deste jornal. O caso é preocupante e ninguém faz nada, vai chegar um momento em que todas as forças policiais não terão mais êxitos no combate ao crime, porque a impunidade é a mãe que adota todos os criminosos.



A 4ª CIA da Polícia Militar que fica no bairro não é capaz de intimidar os delinquentes que praticam todos os tipos de atrocidades local aterrorizando moradores e comerciantes. E pelo contrário do que se pensa, até os policiais sofrem com tamanha falta de estrutura. Acompanhamos nos últimos dias em todos os noticiários a morte de dois policiais militares que foram assassinados por bandidos, sendo um deles no Sitio Cercado. Nas redes sociais os crimes foram atribuídos à facções criminosas, ou PCC, fato que foi descartado pela Secretaria de Segurança Pública.



Se o estado não consegue dar a resposta que os cidadãos precisam, porque o código penal é velho e ultrapassado está mais do que na hora dos senhores políticos mudarem essas leis e coloca-las em nossa realidade. É inevitável deixar o tema do desarmamento de fora nesta hora de impotência, ação que só serviu para dar mais munições aos bandidos.



Hoje os delinquentes sabem que não vão encontrar resistência por parte dos empresários que estão desarmados e que a polícia também está despreparada, até nos noticiários, autoridades pedem para não reagir. Cada uma dessas atitudes acabam dando mais forças e coragem para aqueles que estão ingressando no mundo do crime.



Segurança, direito, ou dever do estado?