por: Marcio Nato Rodrigues - Curitiba(PR)

Data: 17/03/2017 às 10h10min - Atualizada em 17/03/2017 às 10h22min


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A sexta-feira,17, amanheceu com 77% da frota do transporte urbano parada em Curitiba. De acordo com Urbs, por volta das 6h da manhã, só 23% dos ônibus circulavam pelas ruas da cidade. Informou ainda que, por volta das 7h20, o número subiu para 29%, chegando a 40% por volta das 8h. mas, mesmo assim, o indicie ficou a baixo dos 50% do que determina a Justiça para atender a população em horário de pico, ou seja, das 5h às 9h e das 17h às 20h.  



Na tarde deste último dia 16, quinta-feira, após reunião com a Urbs, os trabalhadores da categoria decidiram continuar com a paralização por tempo indeterminado. “O que nos foi proposto e apresentado pela Urbs, não nos agradou. Foram passadas informações financeiras que, deixam claro que teremos problemas pela frente. Permanecemos em greve e cumprindo a decisão judicial”. Afirmou Anderson Teixeira, presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus (Sindimoc), sinalizando que os trabalhadores seguirão cumprindo a frota mínima de 50% no horário de pico e 40% no decorrer do dia.



 Enquanto o transporte coletivo continua em greve, os usuários vão se esquivando da maneira que podem para se locomoverem para o trabalho.  A Telemarketing, Juliana Ferreira, 32 anos, no primeiro dia de greve, por exemplo, perdeu um dia na empresa. “Não consegui ir trabalhar na quarta-feira,15, fiquei no ponto esperando o ônibus no horário, mas não passou. Já nos outros dias me programei de acordo com o funcionamento”, disse.



Para driblar a falta do coletivo uns procuram o Uber, alguns taxis, outros partilham a carona solidária, que é a solução mais em conta. Já que em dias de paralisação, a corrida do Uber está custando em torno de R$ 47,00, dependo da distância dos quilômetros percorridos.



A publicitária, Cristina Polakoski, 32 anos, conta que tem evitado o coletivo, “estou evitado ao máximo! Só 20% da frota está nas ruas em circulação. Os ônibus estão lotadíssimos e a espera média é de 30 minutos para biarticulado e de uma hora para as demais linhas. Levando-se em consideração que um biarticulado, em dias normais, não demora mais que cinco minutos... a coisa tá feia!”. Ela destaca ainda que o melhor caminho para economizar e fugir da lotação é a carona solidária. “Do local onde moro ao meu trabalho, o Uber cobrou quase R$ 50,00. O taxi, com desconto, chegou à R$ 20,00, quase desmaiei! A melhor opção é a carona solidária”, concluiu.





Já o mecânico Alessandro Fernandes, 39 anos, disse que não depende de Uber, nem de taxi e tampouco ônibus, “Eu utilizo o meio mais econômico e saudável para me locomover, a minha bicicleta, demoro aproximadamente 45 minutos, para chegar ao meu local de trabalho, e como ela é de marcha ainda posso oferecer carona solidária”, disse o mecânico aos risos.



 



*Ilustração Caio Murilo



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