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por: Marcio Nato Rodrigues - Curitiba(PR)

Data: 19/01/2018 às 09h55min - Atualizada em 19/01/2018 às 09h55min
.. Um belo prato de arroz, feijão carioquinha, frango, creme de milho e salada de alface e cenoura, com salada de frutas de sobremesa, foi o cardápio do primeiro dia de funcionamento do Restaurante Popular do Capanema, reinaugurado nesta quinta-feira (18) pelo prefeito Rafael Greca, depois de permanecer fechado por 18 anos.

O novo restaurante tem capacidade para servir mil pratos por dia e inicialmente irá oferecer 500 refeições - a R$ 2 cada. A reabertura da unidade foi um compromisso assumido por Greca na campanha eleitoral e a obra ficou pronta em menos de um ano.

A inauguração contou com a presença do governador Beto Richa, da primeira-dama de Curitiba, Margarita Sansone, do vice-prefeito, Eduardo Pimentel, de secretários e vereadores, que foram recebidos por Greca e pelo secretário municipal de Agricultura e Abastecimento, Luiz Gusi. A secretaria é responsável pela administração dos restaurantes populares de Curitiba.

Em sua primeira gestão como prefeito, Greca foi o responsável pela concepção da unidade, que ficava exatamente no mesmo local, debaixo do viaduto do Capanema. O espaço ficou conhecido com o restaurante de um real, por servir refeições por este valor.

“Saudamos com alegria esse momento de ressurreição, esse lugar há muitos anos foi objeto de um restaurante popular, o restaurante de um real, o primeiro do Brasil", lembrou o prefeito. "Eu e Margarita fomos a Buenos Aires e vimos a inteligente ideia do restaurante Piegari, que funciona embaixo de um viaduto. Resolvi fazê-lo em Curitiba, mas com proposta não elitista e sim popular”, disse Greca.

Sobre o novo restaurante, o prefeito completou: “A ideia é o alimento na mesa. Quando as pessoas servem comida na rua para os pobres elas destroem a possibilidade da sua recuperação humana. A comida não é para ser servida no chão, a comida é para ser servida na mesa", disse Greca. "Jesus Nosso Senhor quis comer com os que amava e sentou-se à mesa com publicanos, prostitutas e pecadores e com as famílias para partir o pão. Ao se sentar à mesa e abençoar a refeição, ele nos deu a possibilidade de tirar da condição de vulnerabilidade e elevar à condição humana.”

O secretário Gusi salientou que a abertura do novo local é uma expansão da política de segurança alimentar na cidade. Curitiba já tem quatro restaurantes populares (Matriz, Sítio Cercado, CIC/Fazendinha e Pinheirinho). "Nós vamos passar agora a servir 4.700 refeições por dia na cidade”, contou ele.

Já o governador lembrou ter sido em sua gestão como prefeito de Curitiba a construção dos demais restaurantes populares da cidade. “Almocei várias vezes nos restaurantes populares e me impressionava a alegria das pessoas, muitas desempregadas, dos idosos e dos estudantes agradecendo por aquele restaurante", contou Richa. "Com R$ 1, eles mal podiam comer uma coxinha e ali estavam bem alimentados, cuidando da saúde, a um preço muito acessível”, completou o governador.

Novo restaurante

O novo restaurante popular tem bilheteria, praça de alimentação, espaço de recebimento e manipulação das refeições, área de higienização de utensílios, banheiros, vestiários e salas de apoio. Na parte externa do local, de frente para a Avenida Affonso Camargo, está o espaço de atendimento da Fundação de Ação Social (FAS). No espaço oposto, de quem desce pela Rua Ubaldino do Amaral, está o posto da Guarda Municipal.

O restaurante é administrado pela Ozzi Tecnologia em Alimentos, que venceu a licitação e já era responsável pela unidade do Pinheirinho. E é exatamente da unidade do Pinheirinho que os alimentos chegam ao restaurante do Capanema, prontos para serem servidos, atendendo às normas da Vigilância Sanitária.

Não há cozinha, mas uma área para recebimento das refeições e inspeção pelas nutricionistas da Secretaria do Abastecimento. O padrão da alimentação no local é o mesmo das atuais unidades de Curitiba, com refeições balanceadas e de qualidade.

Complexo socioambiental

A obra recebeu R$ 1,3 milhão de investimento e é uma medida compensatória socioambiental pela implantação do estacionamento subterrâneo, sob a Avenida Presidente Affonso Camargo, pelo consórcio ETM, formado pelas empresas Estapar, Tucumann e J. Mallucelli.

Além disso, o Governo do Estado repassou à Prefeitura R$ 345 mil, que foram usados para a compra dos equipamentos para servir e do mobiliário da praça de alimentação.

Fonte: PMC

Restaurante Popular do Capanema é reaberto por Greca. Obra ficou pronta em menos de um ano