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por: Marcio Nato Rodrigues - Curitiba(PR)

Data: 18/10/2017 às 09h16min - Atualizada em 18/10/2017 às 09h16min
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Nascido no Rio de Janeiro, Luiz Costa é filho de militar, o que o levou a viver em várias cidades do Brasil. Talvez por isso seja a liberdade o sentimento que expresse melhor seu trabalho como fotógrafo. Apaixonado por motos, carros e tudo que envolva mobilidade, Luiz se sente à vontade para fotografar o mundo sobre rodas. No entanto, avisa: “Tenho essa filosofia de liberdade, então me sinto à vontade para quebrar padrões”, diz.



Costa chegou em 1977 em Curitiba, onde criou sua família. Atualmente, considera-se curitibano e lembra que a capital do Paraná o conquistou pelo visual. “A primeira imagem que lembro de Curitiba foi a visão aérea do ‘tapete’ formado pelas plantações no entorno da cidade”, ressalta.



Também ficou fascinado pela miscigenação de etnias e tradições, as casas de madeira com lambrequins, assim como pelo planejamento urbano. “Curitiba tem esse lado meio rural que eu adoro, mas também tem uma face moderna e inovadora.” Costa também lembra dos aromas da cidade. “Tinha cheiro de madeira e café e, nos fins de semana, de churrasco”, brinca.



Desde cedo, afirma, percebeu que sua linguagem pendia para o visual. “Com 15 anos comecei a trabalhar em uma produtora de cinema em Salvador”, lembra. Mais tarde, em 1977, veio para Curitiba estudar cinema, onde teve contato com o professor Valêncio Xavier. “Na época, uma coisa que me chamou atenção na cidade foi o transporte”, recorda.



Do cinema, migrou para a fotografia. Em 1988 começou a trabalhar na Prefeitura de Curitba como repórter fotográfico. “Eu me tornei profissional na Prefeitura, nunca tinha pensado em trabalhar com isso”, explica. Pouco a pouco foi dominando o equipamento e descobrindo o prazer do seu trabalho.



Hoje, aos 56 anos, alia seu talento a um hobby que virou estilo de vida, as motocicletas. Com 50 anos comprou uma Harley-Davidson. “A sensação de dirigí-la pela primeira vez foi a mesma que eu tive com minha primeira câmera”, conta. O visual da motocicleta foi o que chamou sua atenção em primeiro lugar, mas o que o conquistou foi o estilo de vida. “Motocicleta não tem barreiras, é o ápice da liberdade.”



Seja pelo visual ou pela sensação que possibilitam, Costa afirma que os equipamentos são apenas uma forma de expressão. “É o olhar que faz uma boa fotografia, a câmera é só o instrumento para imprimir essa lembrança.”



Fonte: PMC



Olhar Curitiba: a liberdade é registrada pelas lentes de Luiz Costa