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por: Marcio Nato Rodrigues - Curitiba(PR)

Data: 02/10/2017 às 10h11min - Atualizada em 02/10/2017 às 10h11min
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A Bienal de Curitiba 2017 foi inaugurada neste sábado (30/9) com uma solenidade no Museu Oscar Niemeyer (MON) e a abertura da Mostra de Arte Contemporânea Chinesa, um dos principais destaques desta edição. A cerimônia contou com a presença de autoridades brasileiras e chinesas, entre elas, o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, o governador Beto Richa, o prefeito Rafael Greca e o embaixador da República Popular da China no Brasil, Li Jinzhang.



A homenagem à China e suas relações culturais e comerciais com o Brasil deram o tom dos discursos. “As funções que fazem uma sociedade firme são a utilidade e a beleza”, destacou Greca. “A beleza está na Bienal, na arte, mas a utilidade é tudo o que nós, enquanto governantes, fazemos para o bem do nosso povo. Portanto, tenhamos, os governantes da China e do Brasil, a coragem de tornar essas, que são duas das economias mais criativas do mundo – uma com 5 mil anos e outra com 500 –, capazes de fazer o bem para os nossos povos”, conclamou o prefeito.



Internacionalização



O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, manifestou a sua satisfação de participar desta celebração cultural entre os dois países e comentou que a China é uma das poucas nações do mundo que consegue aproveitar a arte como ativo econômico, graças a um intenso trabalho de internacionalização da sua cultura. “Esta é uma frente de desenvolvimento ainda pouco explorada por nós e uma das bandeiras que estamos empunhando à frente do Ministério da Cultura”, disse.



O governador Beto Richa ressaltou que essa merecida homenagem à China vem no momento certo. “A China tornou-se o nosso maior parceiro comercial, havendo um ganho recíproco inquestionável e com extraordinário potencial de crescimento nos próximos anos”, afirmou.  O governador citou recentes contratos firmados, como a aquisição por uma estatal chinesa do controle acionário do terminal de contêineres do Paraná, o mais moderno e o terceiro maior do país em número de cargas.



Importância



Para o embaixador da República Popular da China no Brasil, Li Jinzhang, a Bienal de Curitiba se tornou uma plataforma para a promoção das relações humanísticas, culturais e comerciais. “Apesar da distância geográfica, essa Bienal demonstra a consonância cultural e espiritual entre Brasil e China”, disse o embaixador. De acordo com o representante do Ministério da Cultura da China, Zhai Deyu, o país atribuiu grande importância ao evento e trouxe, para as exposições em Curitiba, 258 obras representativas da atual produção dos mais importantes artistas chineses.



O diretor da Bienal, Luiz Ernesto Meyer Pereira, agradeceu a parceria da Prefeitura e da Fundação Cultural de Curitiba na realização do evento, consagrado como um dos mais importantes nas artes visuais da América Latina.



Público



Com a inauguração, uma intensa programação cultural toma conta de Curitiba até 25 de fevereiro de 2018. As exposições estarão abertas ao público já a partir deste domingo (1/10). São mais de 100 espaços integrados, com obras de artistas brasileiros e de países dos cinco continentes.  Além do MON, importantes mostras também ocupam os espaços da Fundação Cultural de Curitiba – o Museu Municipal de Arte, o Memorial de Curitiba e os Museu das Fotografia e da Gravura, no Solar do Barão.



Fonte : PMC



Com homenagens à China, Bienal de Curitiba é aberta e ocupa espaços culturais