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por: Marcio Nato Rodrigues - Curitiba(PR)

Data: 16/08/2017 às 13h03min - Atualizada em 16/08/2017 às 13h03min
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Lenda americana que transformou a cultura popular e vendeu mais de um bilhão de discos no mundo, Elvis Presley morreu em 16 de agosto de 1977. Sua voz e estilo únicos combinaram R&B, blues, country, gospel e rock’n’roll, desafiando as barreiras sociais e raciais do seu tempo. E, mesmo 40 anos após a morte, ele permanece como um dos artistas mais completos e rentáveis do mercado.



Poty Fontenelle - professor de regência, canto e coral da Universidade Estadual do Ceará (Uece) - explica que o menino nascido no Mississippi conseguiu sedimentar o “conceito de corpo e voz”. Integravam esse conjunto os cortes de cabelo, a roupa característica, os automóveis e, claro, as danças insinuantes.



“Já no fim dos anos 1970, apesar do visível declínio do corpo, a voz dele fica mais aprimorada e passa a servir de modelo de canto. Muita gente tenta ter uma postura vocal idêntica a do Elvis”, explica Poty, que também leciona Coro Cênico na Universidade Federal do Ceará.



Os conservadores ficaram atentos à rebeldia de Elvis e à sua dança provocante com movimentos de quadris e pernas. Ele cruzou a linha racial em um momento em que o fantasma da segregação ainda pairava sobre o sul dos Estados Unidos. “Mais preocupante para muitos brancos foi a forma como ele se apropriou da música afro-americana e a apresentou como dominante”, afirma Ted Harrison, britânico que escreveu duas obras sobre Elvis.



Quando o cantor morreu, aos 42 anos, ama enorme comoção levou milhares de pessoas ao redor da mansão Graceland, a residência do astro no estado de Tennessee. O rock perdia sua primeira grande estrela e o cenário era de calor sufocante, desmaios, gritos. Nas lojas de discos, ao redor do país, pessoas invadiam balcões e arriscavam brigas ferrenhas para garantir os últimos exemplares das prateleiras.



Em apenas um dia foram vendidos 250 mil unidades do álbum Moody Blue, último disco lançado em vida pelo artista. As unidades de produção fonográficas trabalharam dia e noite para alimentar a sede voraz dos fãs.



Apesar de continuar como um produto vendável e um forte influenciador musical - acredita o professor Poty Fonetelle - não é possível dizer que as canções do astro permaneceram sendo ouvidas como as obras de outros artistas. “Eu fico impressionado como os Beatles são cinco ou dez vezes mais presentes do que Elvis”, aponta.



O cantor, no entanto, ainda é considerado o artista mais vendido de todos os tempos e, em 2016, a revista Forbes o classificou no quarto lugar na lista das celebridades falecidas com maior receita, com US$ 27 milhões. Já para Ted Harrison, autor do livro A Morte e Ressurreição de Elvis Presley (inédito no Brasil), o astro é a única pessoa dos tempos modernos que é reconhecida imediatamente pelo primeiro nome. “Você diz ‘Elvis’ em Pequim, Nicarágua, Estônia ou Fiji e todo mundo sabe de quem você está falando, além de todos os idiomas e culturas”, aponta o escritor.



com informações das agências



 



 



 



ARMAS



Elvis era um entusiasta das armas de fogo que, não raro, gostava de atirar contra jarros e TVs. E foi esse apreço por pistolas e espingardas que fez o Rei voar até Washington para encontrar o presidente Ricahrd Nixon. Vestido com uma capa de veludo roxa, ele queria um distintivo da Agência Federal de Narcóticos, mais um para sua coleção de distintivos. O encontro inusitado virou filme em 2016, com Kevin Spacey no papel de Nixon.



 



TOM PARKER



Muito do que se conhece de Elvis Presley é devido ao trabalho do seu empresário, conhecido como Coronel Parker. Holandês, nascido em 1909, ele fugiu de casa pela primeira vez aos 11 anos. Ainda jovem, emigrou para os EUA e trabalhou em circos, vendeu cachorro-quente, até se tornar um empresário cheio de bons contatos. Foi ele quem preferiu ver Elvis nos cinemas ao invés de fazendo turnês pelo mundo. Para os críticos, também foi ele quem transformou o ídolo rebelde numa bem comportada máquina fazer dinheiro.



 



GRACELAND



Num terreno de 55 mil metros quadrados, a mansão de 18 cômodos era o castelo do rei do rock. Comprada por ele em 1957, a construção tornou-se lugar de adoração para os fãs antes e depois da morte de Presley.Aberta desde 1982, a casa já recebeu mais 20 milhões de visitantes, cerca de 600 mil pessoas por ano. É a segunda residência mais visitada dos EUA (perde para a Casa Branca). Lá estão roupas, instrumentos e o túmulo de Elvis.



 



ALOHA



Curiosamente, o maior astro solo da história do rock nunca fez uma turnê mundial. A única vez que cantou fora dos EUA foi em 1957, no Canadá. Para compensar essa ausência, em 1973, Elvis realizou o primeiro espetáculo musical transmitido via satélite. Aloha From Hawaii foi transmitidos ao vivo para Europa, Ásia e Oceania. Exibido pela TV em outros países, foi visto por mais de 1 bilhão de pessoas ao redor do mundo.



 



LINHA DO TEMPO



1935



Uma mulher dá a luz a filhos gêmeos às 4h35min. A primeira criança, Jessie Garon, era um bebê natimorto. O segundo, Elvis Arron, nasceu saudável e seria o único filho do casal Gladys e Vernon Presley.



1946



Os pais de Elvis compram uma guitarra numa loja de material construção como seu presente de 11 anos



1953



Elvis grava um acetato com as canções My Happiness e That’s When Your Heartaches Begin.



 



1958



Elvis entra no Exército. Em Fort Chaffee, ele faz seu famoso corte de cabelo GI.



 



1967



Em uma cerimônia privada em Las Vegas, Elvis e Priscilla se casam.



 



1969



Elvis volta a Hollywood para começar a filmar seu último longa-metragem, Change of Habit, com a colega Mary Tyler Moore.



1973



Ele faz história na televisão com o programa Elvis: Aloha from Hawaii.



1977



Em 16 de agosto, o corpo de Elvis é encontrado morto no banheiro. Ele sofrera um ataque cardíaco por abuso de remédios.



Fonte: O Povo -  ISABEL COSTA | MARCOS SAMPAIO





40 anos sem Elvis