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por: Jhenifer Lorena Vieira - Curitiba(PR)

Data: 30/09/2016 às 08h52min - Atualizada em 30/09/2016 às 08h52min
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Metalúrgicos de Curitiba e São José dos Pinhais, na região metropolitana, protestam desde as 6h desta quinta-feira (29) contra os cortes de direitos dos trabalhadores. Eles também exigem que o governo adote medidas que acelerem a economia e retomem o emprego no setor. 



Os funcionários são trabalhadores das principais montadoras com sede no estado como Renault, Volkswagen, Volvo, Audi, Bosch, entre outras. A expectativa é encerrar a mobilização, que também ocorre em outros estados brasileiros, por volta das 9 horas.



De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), a categoria não concorda com ítens da reforma da previdência e da reforma trabalhista. Cerca de 25 mil trabalhadores aderiram à manifestação, ainda de acordo com o sindicato.



Entre as medidas defendidas pela categoria para retomar a economia do país estão a redução de juros, ampliação do crédito, valorização do salário mínimo e redução dos impostos para incentivar a atividade produtiva e o consumo.



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Reforma trabalhista

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, afirmou que o governo do presidente Michel Temer, vai encaminhar ao Congresso, até o fim do ano, propostas para a reforma trabalhista e para regulamentar o processo de terceirização no país. Ainda deve fazer parte do pacote um projeto para tornar permanente o Programa de Proteção ao Emprego, criado na gestão de Dilma Rousseff em caráter provisório.



Segundo o ministro, a reforma trabalhista deverá contemplar uma legislação "simplificada e clara", mas não permitirá o parcelamento das férias e do décimo terceiro salário. Ele disse que a reforma será feita sem retirar os "direitos básicos" dos trabalhadores. "O trabalhador não vai ter nenhum prejuízo com a atualização", declarou.



De acordo com Nogueira, porém, a reforma trabalhista prestigiará a negociação coletiva para tratar de temas como salário e tamanho da jornada dos trabalhadores - indicando que a CLT poderá ser flexibilizada nesse sentido.



Metalúrgicos protestam no PR contra cortes de direitos dos trabalhadores